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 CARTA DE RORAIMA

A Maçonaria, que é uma instituição filosófica, filantrópica, educativa e progressista, possui como princípios a Liberdade a Igualdade e a Fraternidade.

Vem através de seus membros, os maçons do Grande Oriente do Brasil e das Grandes Lojas integrantes da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, reunidos no evento A MAÇONARIA E A REALIDADE DA AMAZÔNIA RORAIMENSE, realizado no período de 15 a 17 de novembro de 2001, no estado de Roraima, fazer as seguintes

                                                                                CONSIDERAÇÕES:

 ·   A necessidade de se garantir a soberania nacional, principalmente nas áreas de fronteira;

·   A necessidade da convivência pacífica entre todas as células da sociedade brasileira, em especial as indígenas;

·   A não priorização de uma política nacional para a região amazônica, acarretando a ausência do estado, que muitas vezes é preenchida por ONG`s que trazem em seu bojo o fomento a segregação e a discórdia;

·   A necessidade de se garantir o controle e a boa gestão dos recursos públicos ou privados, aplicados por ONG`s nacionais e estrangeiras;

·   A falta de controle, principalmente sobre a atuação de profissionais estrangeiros não autorizados a executarem trabalhos e pesquisas na região amazônica, acarretando a bio-pirataria;

·   O escasso orçamento das instituições públicas de pesquisa e universidades;

·   O bloqueio e o conseqüente impedimento da utilização de áreas do estado, que estão cerca de 45% como áreas indígenas; 16,5% como áreas do IBAMA, do Exército, e não aproveitáveis, ficando aproximadamente cerca de 40% para serem utilizadas.  

e  as RECOMENDAÇÕES:  

·   A maior presença das Forças Armadas em todas as regiões de fronteira, inclusive nas áreas indígenas, incentivando-as e permitindo a implantação de infra-estruturas, tais como escolas e postos de saúde. Cabendo ainda ao Ministério das Relações Exteriores a intensificação da não permissão de quaisquer posicionamentos, entendimentos  e acordos, que possam dar margem a alegações indevidas por entidades ou órgãos internacionais;

·   Que os órgãos governamentais combatam, por todos os meios, as ações de grupos econômicos e religiosos, voltadas para o uso do índio como massa de manobra em assunto que não seja do seu legítimo interesse;

·   A implementação de uma política nacional que fomente o desenvolvimento sustentável e resguarde as riquezas naturais da Amazônia, tais como a água, a biodiversidade e os recursos minerais, estimulando os estados a realizarem o zoneamento ecológico-econômico;

·   Que o Congresso Nacional crie leis que disciplinem as atuações de ONG’s nacionais e internacionais, fazendo-as prestarem conta de quaisquer de suas ações e aplicações financeiras, ao Ministério Público e demais organismos de controle;

·   Que as legislações que combatem a bio-pirataria sejam efetivadas através de fiscalização ostensiva, prioritariamente na Amazônia, identificando profissionais não autorizados a realizarem pesquisas;

·   Que as três esferas de governo incrementem orçamentária e financeiramente as instituições de pesquisa e universidades, em especial as localizadas na Amazônia;

·   Que o Congresso Nacional e os órgãos governamentais regulamentem, com urgência, a lei fundiária para Roraima, bem como efetuar uma revisão completa no tamanho das áreas indígenas já demarcadas ou em processo de demarcação, respeitando-se o posicionamento de todas as comunidades envolvidas e seus representantes legais.

   

                  LAELSO RODRIGUES                                                     KALIL CHATER

                 Grão Mestre Geral do GOB                                                  Presidente da CMSB

   

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